EUCARISTIA

O Corpo de Cristo nos fortalece e santifica 

“Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida. Quem se alimenta com a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele” (Jo 6,53-56). 

Padre Jonas Abib celebrando a Santa Missa

Monsenhor Jonas Abib – Dezembro 2021 | Foto: Larissa Ramos

Jesus escolheu a forma de alimento porque assim Ele se faz um conosco. O corpo e sangue que recebemos na Eucaristia já é o corpo ressuscitado de Jesus. Para nós é invisível, nossos sentidos não captam, mas Jesus está ali. Porém, o mais importante é que, de tanto nos alimentarmos do corpo ressuscitado de Jesus, nosso corpo vai ficando impregnado de ressurreição. 

É isso que Jesus nos fala: quando Ele vier no último dia, se estivermos mortos e sepultados, nossa carne irá ressuscitar. Isso acontecerá porque nos alimentamos de ressurreição durante a nossa vida. Em seu pontificado, o Papa João Paulo II proclamou um ano eucarístico com o tema: “Eucaristia: fonte e cume da missão da Igreja”. 

Embora o corpo do Papa estivesse bem enfraquecido, o que o mantinha firme era a Eucaristia. Além de celebrar com muita fé, ele tomava verdadeiros banhos de Eucaristia adorando Jesus no Santíssimo Sacramento. 

Em sua homilia, no dia 29 de abril de 2004, nos diz:

Para viver da Eucaristia é necessário também consumir tempo em adoração diante do Santíssimo Sacramento, experiência que eu mesmo faço todos os dias tirando daí força, consolação e sustento. O pão e o vinho, fruto do trabalho do homem, transformados pela força do Espírito Santo no corpo e no sangue de Cristo, tornam-se o penhor de “um novo céu e uma nova terra” (Ap 21,1), que a Igreja anuncia na sua missão quotidiana.  No Cristo, que adoramos presente no mistério eucarístico, o Pai disse a palavra definitiva sobre o homem e sobre a sua história. 

Aí está a força da minha e da sua ressurreição. Nós realmente almejamos por vida e ressurreição. Nós almejamos porque nosso ser mais profundo aspira à vida eterna, não só a uma vida que não acaba, mas a uma vida de perfeição e plenitude da perfeição. 

Todos almejam essa vida, essa felicidade, essa alegria e esse amor. Jesus, no mistério da fé, que é a Eucaristia, vem responder a essa nossa fome e sede. 

Um milagre aos nossos olhos 

Em todos os sacrários onde estão as Hóstias Consagradas, Jesus está. Ele aceitou, voluntariamente, ser prisioneiro das celebrações, das igrejas e dos sacrários. Aceitou ficar aprisionado numa Hóstia Consagrada. Aceitou isso, mas não deixou de ser o que é. A humildade nos dá, enfim, a clareza de consciência, tão necessária para evitar os laços do inimigo. Se soubermos manter e conservar esta atitude humilde, não cairemos no pecado da incredulidade. 

 

Veja os bastidores da preparação para a Festa de Corpus Christi na Comunidade Canção Nova:
–  A dedicação de quem prepara um tapete para o Senhor

O Milagre Eucarístico de Lanciano e a Presença Real de Cristo

O mais célebre milagre eucarístico é o de Lanciano, na Itália. Um sacerdote tinha dúvidas a respeito da Eucaristia e pediu ao Senhor que o libertasse daquelas dúvidas. Durante a celebração da Missa, diante do povo na Igreja, a hóstia que ele segurava se transformou em carne, e o vinho que estava no cálice coagulou-se. Isso aconteceu nos anos 700. 

Os freis guardaram aquelas espécies em um relicário, dentro de um cálice de acrílico transparente. Já se passaram mais de 1300 anos e aquela carne se conservou carne, e aquele sangue se conservou coagulado. 

O Papa Paulo VI permitiu que a ciência analisasse o pedaço de carne e o sangue coagulado. Para que ninguém deixasse de acreditar, o próprio Senhor se colocou debaixo do juízo da ciência. Depois de demorados exames, no ano de 1971, foi constatado que o tecido da hóstia era carne humana e o sangue era realmente sangue. 

A carne era do tecido muscular do coração: miocárdio, endocárdio e nervo vácuo. Naquela hóstia, estava todo o corpo de Jesus. Ele escolheu uma fatia do Seu coração. Ao analisarem o sangue coagulado, constataram que se tratava de sangue ainda vivo. 

De um dia para o outro, nosso sangue morre. Como um sangue de 1300 anos conserva-se vivo? 

O Senhor está muito além da nossa inteligência. É como se Ele dissesse: “Na Eucaristia, é sempre o meu sangue vivo que está ali. O mesmo sangue que dei por vocês, Eu dou a cada dia. É o mesmo sangue e o mesmo sacrifício”. 

É verdadeiramente um milagre aos nossos olhos! Podemos acreditar e confiar: Ele está conosco! Ele está no meio de nós! 

Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé!

 

*Texto extraído do Livro “Agora meus olhos te viram” – de Monsenhor Jonas Abib / Editora Canção Nova.