Fundação João Paulo II

Uma obra que nasceu do carisma Canção Nova para servir à evangelização

No dia de São João Paulo II, celebramos também a história de uma Fundação que, inspirada pelo legado do santo, permanece a serviço da missão de evangelizar.

Celebrar o dia de São João Paulo II, em 22 de outubro, é uma oportunidade especial para recordar não apenas o testemunho de fé e santidade desse grande Papa, mas também a história e a missão da Fundação João Paulo II, uma obra que nasceu no coração da Canção Nova e que encontra, no carisma da Comunidade, a razão de sua existência.

Padre Jonas Abib cumprimentando o papa João Paulo II

Padre Jonas Abib em visita ao Papa João Paulo II, 2002 | Foto: Arquivo Canção Nova.

A Fundação João Paulo II não nasceu simplesmente para ser uma instituição. Sua origem está profundamente ligada a um chamado de Deus, acolhido com ousadia e fidelidade por Monsenhor Jonas Abib: evangelizar, utilizando todos os meios possíveis para que a Palavra de Deus alcance os corações.

Desde o princípio, a Canção Nova compreendeu que os meios de comunicação deveriam estar a serviço de algo muito maior: o anúncio de Jesus Cristo e a transformação de vidas. É nesse contexto que a Fundação encontra sua identidade e missão.

A Fundação existe por causa da Comunidade Canção Nova, para servir ao seu carisma e contribuir concretamente para que a evangelização aconteça. Essa compreensão é fundamental para reconhecer o verdadeiro sentido da nossa atuação.

São João Paulo II: uma inspiração para a nossa missão

A escolha do nome João Paulo II para a Fundação expressa uma profunda identificação com o testemunho e o legado desse santo Papa, que marcou a história da Igreja pelo seu ardor missionário, pela coragem de anunciar o Evangelho e pelo incentivo ao uso dos meios de comunicação como instrumentos de evangelização.

Seu apelo para que a Igreja avançasse com coragem na missão evangelizadora encontrou uma resposta concreta na vida e na obra de Monsenhor Jonas Abib.

Padre Jonas foi um homem que soube escutar os sinais de Deus e responder com generosidade aos desafios do seu tempo. Compreendeu que era necessário ir ao encontro das pessoas, especialmente daquelas que talvez nunca entrassem em uma igreja, mas que poderiam ser alcançadas por uma mensagem transmitida pelo rádio, pela televisão ou por outros meios de comunicação.

Assim, ao levar o nome de São João Paulo II, a Fundação carrega também uma inspiração e uma responsabilidade: manter vivo o ardor missionário, a fidelidade à Igreja e a coragem de evangelizar, características tão presentes na vida do santo Papa e no testemunho do nosso fundador.

Uma obra a serviço do carisma Canção Nova

A Fundação João Paulo II tem uma missão que ultrapassa suas estruturas administrativas, operacionais e institucionais.

Nossa razão de existir está vinculada à missão da Canção Nova: evangelizar e formar homens novos para um mundo novo.

Por isso, a Fundação não pode ser compreendida de maneira isolada da Comunidade. Somos parte de uma mesma história, sustentada pelo mesmo propósito e comprometida com a mesma missão.

As estruturas, os recursos, os processos e as decisões precisam estar orientados para esse fim. A boa administração, a responsabilidade na utilização dos recursos, a transparência e a busca pela sustentabilidade institucional não são objetivos desconectados da evangelização. Pelo contrário, são instrumentos necessários para que essa missão continue alcançando as pessoas.

Administrar uma obra de evangelização é também uma forma de servir a Deus. É cuidar daquilo que foi confiado à nossa responsabilidade, preservando o patrimônio construído com fé, sacrifício, generosidade e dedicação de tantas pessoas.

Pessoas que colocam a missão em prática

Ao recordar a história da Fundação João Paulo II, não podemos deixar de reconhecer aqueles que, diariamente, tornam essa missão possível.

A Fundação é feita de pessoas. Missionários e colaboradores que, nas mais diferentes áreas de atuação, oferecem seus conhecimentos, talentos, esforços e, sobretudo, parte de suas vidas para que a evangelização aconteça.

Muitas vezes, o trabalho realizado nos bastidores não aparece diante das câmeras, não é ouvido pelo rádio nem recebe reconhecimento público. Entretanto, cada atividade desempenhada com responsabilidade e espírito de serviço contribui para que a mensagem do Evangelho chegue a milhares de lares.

É essa consciência que precisamos fortalecer continuamente: não trabalhamos apenas para manter uma estrutura em funcionamento; trabalhamos para sustentar uma missão que transforma vidas.

A presença dos missionários da Comunidade Canção Nova na Fundação é uma riqueza que precisa ser valorizada e preservada. São eles que, juntamente com os demais colaboradores, ajudam a manter viva a identidade carismática da obra, recordando, por meio do testemunho, que nossa missão vai além das atividades profissionais.

A complementaridade entre a vivência missionária e a competência técnica é uma das grandes forças da Fundação. Precisamos de profissionais preparados, de processos eficientes e de uma gestão responsável, mas também de pessoas que compreendam o sentido maior daquilo que realizam.

Uma missão de serviço e responsabilidade

Como missionária da Comunidade Canção Nova e, atualmente, à frente da Diretoria Executiva da Fundação João Paulo II, compreendo essa responsabilidade, antes de tudo, como uma missão de serviço.

Estar na condução desta obra exige olhar para sua história com gratidão, para o presente com responsabilidade e para o futuro com esperança e coragem.

Tenho a convicção de que nossa maior riqueza não está apenas nas estruturas que construímos, nos meios de comunicação que mantemos ou nos projetos que desenvolvemos. Nossa maior riqueza está no carisma que recebemos de Deus e nas pessoas que se dedicam a torná-lo concreto.

Os desafios da gestão são reais. Precisamos buscar sustentabilidade, eficiência, organização, inovação e responsabilidade na administração dos recursos. Mas nada disso pode nos afastar da essência da nossa missão.

Esse é um compromisso que considero essencial: cuidar da instituição sem perder de vista o motivo pelo qual ela foi criada.

Como missionária, aprendi que servir à evangelização exige disponibilidade, fidelidade e confiança na providência de Deus. Como diretora, compreendo que essa confiança também precisa se traduzir em decisões responsáveis, planejamento, transparência e zelo por tudo aquilo que nos foi confiado.

Não se trata de escolher entre espiritualidade e gestão, mas de reconhecer que, em uma obra como a nossa, ambas precisam caminhar juntas.

Desejo que cada missionário e colaborador da Fundação reconheça a importância do seu trabalho e se sinta parte dessa história. Que possamos cultivar um ambiente de unidade, corresponsabilidade e respeito, no qual todos compreendam que sua contribuição é valiosa para o cumprimento da missão.

.: Canção Nova: um carisma a serviço da Igreja

Um legado que precisamos preservar e fazer avançar

Celebrar São João Paulo II é também renovar nosso compromisso com o legado que recebemos de Monsenhor Jonas Abib.

Padre Jonas nos ensinou, com sua própria vida, que uma obra de Deus precisa ser conduzida com fé, coragem, obediência e disposição para responder aos desafios de cada tempo.

Hoje, nossa responsabilidade é dar continuidade a essa história, preservando sua essência e preparando a Fundação para os desafios do futuro.

Queremos uma Fundação cada vez mais fortalecida institucionalmente, comprometida com a boa gestão, com a valorização das pessoas e, sobretudo, com a missão evangelizadora da Canção Nova.

Que São João Paulo II continue intercedendo por esta obra que leva seu nome. Que seu exemplo de coragem e fidelidade nos inspire a não perder o entusiasmo pelo anúncio do Evangelho.

E que jamais nos esqueçamos: a Fundação João Paulo II nasceu para servir à evangelização. Sua grandeza não está em si mesma, mas na missão que ajuda a realizar.

Que possamos continuar essa história com gratidão aos que vieram antes de nós, responsabilidade diante daqueles que hoje caminham conosco e fidelidade ao carisma que Deus confiou à Canção Nova.

Deusirene Alves, missionária da Comunidade Canção Nova desde 2007, casada e mãe. Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e em Administração pela Faculdade Canção Nova. Especialista em Gestão de Pessoas e MBA em Liderança e Gestão pela Universidade de São Paulo (USP/Esalq). Diretora Executiva da Fundação João Paulo II.